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  1. Jornal peruano projeta derrota do fujimorismo em eleição presidencial

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    Cristóbal Rovira, académico de la Escuela de Ciencia Política UDP

    Cristóbal Rovira, académico de la Escuela de Ciencia Política UDP

    Análise do periódico La República dá vitória apertadíssima para Pedro Pablo Kuczynski – Fuerza Popular de Keiko Fujimori será força dominante no Legislativo

    Com 97,1% das urnas apuradas no Peru, o economista de centro-direita Pedro Pablo Kuczynski (PPK) aparece com uma vantagem de menos de 1% em relação à adversária, a ex-parlamentar Keiko Fujimori, no segundo turno das eleições presidenciais do país, realizado no domingo (5): o resultado preliminar aponta para uma vitória apertadíssima de PPK, que por ora detém 50,1% dos votos válidos, contra 49,8% de Keiko. Uma análise feita pelo jornal peruanoLa República coloca a vantagem de PPK como “irreversível”. A contagem final, que contabilizará votos vindos do exterior, é esperada para o fim desta semana – uma sondagem feita pela consultoria GFK e publicada pelo jornal peruano El Comercio indica PPK com uma vantagem de 5,6 pontos em relação a Keiko entre eleitores que moram em outros países.

    O indicativo de vitória para o economista e ex-executivo do Banco Mundial de 77 anos contraria as últimas pesquisas eleitorais divulgadas às vésperas do segundo turno, que apontavam para uma vantagem entre 5 e 7pontos para Keiko. Nesse sentido, o resultado mostra que o movimento antifujimorista ganhou tração nas últimas semanas, com manifestações contra Keiko que mobilizaram milhares de pessoas nas ruas de Lima e em outros distritos. Na semana passada, Verónika Mendonza, candidata da coalizão de esquerda Frente Amplio (Frente Ampla), que ficou em terceiro lugar no primeiro turno do pleito presidencial, também declarou seu apoio a PPK como “voto crítico” e única forma de impedir a volta do fujimorismo ao poder. “Seremos uma oposição fiscalizadora e seguiremos fortalecendo a Frente Ampla para as verdadeiras mudanças que nosso país necessita”, declarou Mendonza.

    Keiko é filha do ex-ditador peruano Alberto Fujimori, que governou o país na década de 1990 e hoje está preso, condenado por crimes contra a humanidade e corrupção. Conduzindo uma campanha ambígua em relação ao legado do pai, qualificando seus crimes como “erros” e enfatizando a postura linha dura na segurança, a administradora e ex-parlamentar é apontada como herdeira do projeto fujimorista, de viés populista de direita, encampado pelo ex-ditador. Pesaram também as denúncias de envolvimento com o narcotráfico por parte de Joaquín Ramírez, parlamentar e, até mês passado, secretário-geral do Fuerza Popular (Força Popular), partido de Keiko. A divulgação de que o Departamento de Combate às Drogas americano (DEA, em sua sigla em inglês) investiga Ramírez serviu de munição a PPK contra Keiko e reforçou as suspeitas entre o público, nutridas desde o governo de Alberto Fujimori, da existência de laços entre o narcotráfico e os fujimoristas no Peru.

    A margem apertada do resultado ainda indica que, se confirmada a vitória de Pedro Pablo Kuczynski, o novo presidente chega ao poder fragilizado pela polarização política no eleitorado do país, além de ter de lidar com um Legislativo de maioria fujimorista. Na primeira rodada das eleições, o Fuerza Popular levou a maioria das cadeiras do Congresso peruano. O partido de Kuczynski, Peruanos Por el Kambio (Peruanos Pela Mudança), ficou em segundo lugar, seguido pela Frente Amplia, de esquerda e oposição já declarada ao programa de direita de Kuczynski. “Os resultados do primeiro e do segundo turno, não somente em termos de percentagem de votos que Kuczynski obteve, mas também em termos da formação do Congresso, mostram que ele será um presidente débil, que terá de enfrentar desafios importantes no Legislativo e que terá de negociar com o partido de sua adversária para levar adiante seu programa de governo”, diz Maria Luisa Puig, analista de América Latina da consultoria Eurasia.

    Cristóbal Rovira Kaltwasser, coautor do livro The resilience of the latin american right (A resiliência da direita latino-americana) e professor da Universidade Diego Portales, no Chile, concorda com a avaliação. “PPK se verá obrigado a realizar alianças estratégicas com diversos atores no Parlamento, que votarão com base em seus próprios interesses e poderão pressionar o presidente. A pergunta da governabilidade se instalará imediatamente no Peru, posto que PPK terá uma posição muito débil no Congresso e, portanto, não terá muita margem de manobra para fazer grandes reformas”, diz Kaltwasser.

    PPK também terá de responder à demanda da população por segurança, um dos principais temas que dirigiu a campanha presidencial peruana. A pesquisa Barômetro das Américas, realizada em 25 países do continente, mostra que, entre 2004 e 2014, os peruanos que elencavam segurança como o principal problema do país subiram de 10% para 46%. Um dos resultados da descrença no Estado em garantir sua segurança é a verdadeira epidemia de grupos de justiceiros e linchamentos de “delinquentes” e criminosos feitos pelo público que tomou conta do interior do Peru. Na capital, Lima, em bairros de classe média e classe alta, moradores se valem de cercas e muros altos para fechar ruas para o trânsito de pessoas de fora e prometem “captura e castigo” por rondas particulares.

    Ainda assim, em termos econômicos, o projeto de PPK deve contar com o apoio dos fujimoristas no Congresso. “Kuczynski vai poder levar adiante sua agenda econômica. A razão principal para isso é que, na realidade, ele e Keiko têm mais similaridades que diferenças em termos de política econômica e de investimentos”, diz Puig. “Apesar da polarização, ele pode conseguir que a maioria de Keiko apoie suas nomeações para o time econômico e para suas medidas em termos macroeconômicos e de investimentos. Por exemplo, um maior impulso fiscal para aumentar o investimento em infraestrutura, que é algo que também estava previsto na plataforma de Keiko”, afirma a analista.

    A pesar da expectativa de derrota no pleito presidencial, o fujimorismo resiste como a principal força política do país. O Peru sofre historicamente com um sistema partidário fraco, sem legendas majoritárias com ampla penetração entre os eleitores. Nesse contexto, sem uma reforma eleitoral no horizonte, Keiko Fujimori deve seguir se beneficiando da máquina partidária herdada do pai. “O partido de Keiko terá um papel muito importante durante os cinco anos de governo, mesmo que ela não tenha sido eleita presidente. O Fuerza Popular se converteu no partido mais forte no atual contexto peruano”, diz Puig.

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  2. Fallo mantiene a Keiko en carrera en medio de críticas a nueva ley electoral

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    9-carlos-melendez-copyLa candidata de Fuerza Popular estaba acusada de participar en una actividad donde se repartieron premios en dinero.

    En un nuevo capítulo de la teleserie que vive la política peruana, el Jurado Electoral Especial de Lima (JEE) declaró la madrugada del jueves infundada una petición de exclusión presentada contra la candidatura presidencial de Keiko Fujimori, quien ocupa el primer lugar en las encuestas para las elecciones del próximo 10 de abril. La resolución se dio a conocer en medio de una gran expectación ante el futuro electoral de la hija del ex presidente Alberto Fujimori (1990-2000), condenado a 25 años de cárcel por delitos de lesa humanidad y corrupción y  a menos de tres semanas de la primera vuelta electoral.

    La candidata del partido Fuerza Popular estaba siendo acusada de participar en una actividad de la agrupación juvenil Factor K en la que se entregaron premios en dinero y se hizo propaganda de su partido, algo que Fujimori y sus portavoces niegan. Así,  en su resolución el JEE estableció que la candidata no ofreció ni dió dinero o dádivas a los ciudadanos para obtener votos, una conducta que está prohibida por la ley de elecciones y por la que se había pedido que se le retire de los comicios. El organismo agregó que “tampoco se ha presentado una prueba idónea” que acredite la vulneración de la Ley de Organizaciones Políticas.

    Al respecto, el JEE consideró que la actividad se trató “de la final de un concurso de baile organizado por el colectivo Factor K y no por la referida organización política (Fuerza Popular), por ende, el evento siempre tuvo naturaleza premial (de dar premios) y no de un evento proselitista”.

    El ex juez Malson Urbina y el congresista Heriberto Benitez, que presentaron las solicitudes de exclusión, habían anunciado que de recibir un fallo adverso apelarían para que el caso sea resuelto por el Jurado Nacional de Elecciones (JNE), el máximo ente electoral peruano.

    El dictamen se produjo una semana y media después de que el JNE decidiera excluir de la carrera presidencial a Julio Guzmán y César Acuña, quienes representaban más del 20% del electorado peruano. El primero -que era  candidato de Todos por el Perú (TPP) y que marchaba segundo en las encuestas (17%)- fue apartado de la carrera por  irregularidades en la inscripción de su partido; mientras que aspirante por la Alianza para el Perú (APP) -que tenía 4% de intención de voto- fue acusado de violar la Ley Electoral al entregar dinero a electores, la misma acusación que pesaba contra Fujimori.

    Acuña al conocer el dictamen acusó al JEE de haberse “lavado las manos como Pilatos” y consideró que “no se ha medido con la misma vara a los candidatos”.  Además, exigió “la suspensión del actual proceso electoral hasta que puedan crear las condiciones para un proceso limpio y justo”.

    Estas controversias se enmarcan dentro de la nueva ley electoral, que fue promulgada a comienzos de año, cuando ya había comenzado la carrera por la Presidencia. Los analistas señalaban que este tipo de normativas deben comenzar a regir después de las elecciones y no antes para no afectar el proceso.  La Ley 28094 sobre Partidos Políticos,  entre otras cosas, prohíbe la entrega de dinero, regalos, o dádivas, excepto aquellos que constituyan propaganda electoral (cómo lápices, folletos, llaveros), en cuyo caso no debe exceder del 0,5% de la Unidad Impositiva Tributaria (UIT), es decir, 19 soles (US$ 5,6) por cada bien entregado como propaganda electoral.

    A juicio del analista político peruano de la Universidad Diego Portales, Carlos Meléndez, “esta regulación  es lo suficientemente ambigua como para excluir a Acuña y dejar en carrera a Fujimori. Deja mucho margen para la interpretación en medio de un contexto de alto cuestionamiento a la legitimidad del proceso. “No se puede descartar que para tomar tal decisión se consideraron criterios políticos”, dijo a La Tercera.

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